Allan Kardec

Allan Kardec

domingo, 18 de janeiro de 2015

Desprendimento Espiritual


Não é necessário o sono completo para a emancipação do Espírito.  Basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade. Para se emancipar, ele se aproveita de todos os instantes de trégua que o corpo lhe concede.  Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se_desprende, tornando-se tanto mais livre, quanto mais fraco for o corpo. Assim se explica que imagens idênticas às que vemos, em sonho, vejamos estando apenas meio dormindo, ou em simples modorra
A libertação pelo sono é o recurso imediato de nossas manifestações de amparo fraterno.
  • A princípio, recebem-nos_a_influência_inconscientemente;
  • em seguida, porém, fortalecem a mente, devagarinho, ...
    • gravando-nos o concurso na memória
    • apresentando ideias
    • alvitres, 
    • sugestões, 
    • pareceres 
    • e inspirações beneficentes e salvadoras, através de recordações imprecisas.
    •  
    • Fontes:
    • www.guia.heu.nom.br;
    • Obra: "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, questão 407;
    • Livro: "No Mundo Maior", de André Luiz, pelo Médium Chico Xavier;
    • Romeu L. Wagner, Belém, Pará.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Responsabilidade e Consciência


À medida que a responsabilidade se lhe apossou do espírito, iluminou-se a consciência do homem.
        A centelha da razão convertera-se em chama divina.
        A inteligência humana entendeu a grandeza do Universo e compreendeu a própria humildade, reconhecendo em suas entranhas a ideia inalienável de Deus.
        Conduzindo-se, então, de modo racional, experimentou profundas transformações.
        Percebe, nesse despertamento, que, ...
  • além das operações vulgares da nutrição e da reprodução, da vigília e do repouso, 
  • estímulos interiores, inelutáveis, trabalham-lhe o âmago do ser, plasmando-lhe o caráter e o senso_moral, em que a intuição se amplia segundo as aquisições de conhecimento e em que a afetividade se converte em amor, com capacidade de sacrifício, atingindo a renúncia completa.
        Até à época recuada do paleolítico, interferiram as Inteligências Divinas para que se lhe estruturasse o veículo_físico, dotando-a com preciosas reservas para o futuro imenso.
        Envolvendo-a na luz da responsabilidade, conferiam-lhe o dever de conservar e aprimorar o patrimônio recebido, e, investindo-a na riqueza do pensamento_contínuo, entregaram-lhe a obrigação de atender ao aperfeiçoamento de seu corpo espiritual.
        Aceitar-se-á, razoavelmente, que até semelhante fase os tremendos conflitos da Natureza, em que se mesclavam a violência e a brutalidade, foram debitados à conta da evolução necessária para a discriminação de indivíduos e agrupamentos, espécies e raças.

Fontes:
www.guia.heu.nom.b;
Livro: "Evolução Em Dois Mundos", página 151, de André Luiz, pelo Médium Chico Xavier;
Romeu L. Wagner, Belém, Pará.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

De Krisna a Modernidade


  • Cantávamos hinos de louvor com Krishna, aprendendo o conceito da imortalidade da alma, à sombra das árvores augustas que aspiram aos cimos do Himalaia, e descíamos, logo depois, ao vale do Ganges, matando e destruindo para gozar e possuir. 
  • Soletrávamos o amor universal com Sidarta Gautama, e perseguíamos os semelhantes, em aliança com os guerreiros cingaleses e hindus. 
  • Fomos herdeiros da Sabedoria, nos tempos distantes da Esfinge, e, no entanto, da reverência aos mistérios da iniciação passávamos à hostilidade sanguissedenta, nas margens do Nilo.  
  • Acompanhando a arca simbólica dos hebreus, reiteradas vezes líamos os mandamentos de Jeová, contidos nos rolos sagrados, e, desatentos, os esquecíamos, ao primeiro clamor de guerra aos filisteus. 
  • Chorávamos de comoção religiosa em Atenas, e assassinávamos nossos irmãos em Esparta. 
  • Admirávamos Pitágoras, o filósofo, e seguíamos Alexandre, o conquistador. 
  • Em Roma, conduzíamos oferendas valiosas aos deuses, nos maravilhosos santuários, exaltando a virtude, para desembainhar as armas, minutos depois, no átrio dos templos, disseminando a morte e entronizando o crime; 
  • escrevíamos formosas sentenças de respeito à vida, com Marco Aurélio, e ordenávamos a matança de pessoas limpas de culpa e úteis à sociedade. 
  • Com Jesus, o Divino Crucificado, nossa atitude não tem sido diferente. 
  • Sobre os despojos dos mártires, imolados nos circos, vertemos rios de sangue em vindita cruel, armando fogueiras do sectarismo religioso. 
  • Suportamos administradores arbitrários e ignominiosos, de Nero a Diocleciano, porque tínhamos fome de poder, e quando Constantino nos abriu as portas da dominação política, convertemo-nos de servos aparentemente fiéis ao Evangelho em criminosos árbitros do mundo. 
  • Pouco a pouco esquecemos os cegos de Jericó, os paralíticos de Jerusalém, as crianças do Tiberíades, os pescadores de Cafarnaum, para afagar as testas coroadas dos triunfadores, embora soubéssemos que os vencedores da Terra não podem fugir à peregrinação ao sepulcro
  • Tornou-se a ideia do Reino de Deus fantasia de ingênuos, pois não largávamos o lado direito dos príncipes, sequiosos de fastígio mundano. 
  • Ainda hoje, decorridos quase vinte séculos sobre a cruz do Salvador, benzemos baionetas e canhões, metralhadoras e tanques de assalto, em nome do Pai Magnânimo, que faz refulgir o sol da misericórdia sobre os justos e sobre os injustos.
         É por esta razão que nossos celeiros de luz permanecem vazios. O vendaval das paixões fulminantes de homens e de povos passa ululante, de um a outro pólo, a semear maus presságios.
        Até quando seremos gênios demolidores e perversos? Ao invés de servos leais do Senhor da Vida, temos sido soldados dos exércitos da ilusão, deixando à retaguarda milhões de túmulos, abertos sob aluviões de cinza e fumo. Debalde exortou-nos o Cristo a buscar as manifestações do Pai em nosso próprio íntimo. Cevamos e expandimos unicamente:
        Contraímos pesados débitos e escravizamo-nos aos tristes resultados de nossas obras, deixando-nos ficar, indefinidamente, na messe dos espinhos.
        Foi assim que atingimos a época moderna, em que a loucura se generaliza e a harmonia mental do homem está a pique de soçobro. De cérebro evolvido e coração imaturo, requintamo-nos, presentemente, na arte de esfacelar o progresso espiritual.

Fontes:
www.guia.heu.nom.br;
Livro: "No Mundo Maior", página 26, por Preleção de Eusébio, de André Luiz, pelo Médium Chico Xavier;
Romeu L. Wagner, Belém, Pará.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Doutrina Anjos Guardiães



  "É uma doutrina, esta, dos anjos guardiães, que, pelo seu encanto e doçura, deverá converter os mais incrédulos.  Não vos parece grandemente consoladora a ideia de terdes sempre junto de vós seres que vos são superiores, prontos sempre a vos aconselhar e amparar, a vos ajudar na ascensão da abrupta montanha do bem; mais sinceros e dedicados amigos do que todos os que mais intimamente se vos liguem na Terra? Eles se acham ao vosso lado por ordem de Deus. Foi Deus quem aí os colocou e, aí permanecendo por amor de Deus, desempenham bela, porém penosa missão. Sim, onde quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados conselhos.
        "Ah! se conhecêsseis bem esta verdade! Quanto vos ajudaria nos momentos de crise! Quanto vos livraria dos maus Espíritos! Mas, oh! Quantas vezes, no dia solene, não se verá esse anjo constrangido a vos observar: "Não te aconselhei isto? Entretanto, não o fizeste. Não te mostrei o abismo? Contudo, nele te precipitaste! Não fiz ecoar na tua consciência a voz da verdade? Preferiste, no entanto, seguir os conselhos da mentira!"   
        Oh! Interrogai os vossos anjos guardiães; estabelecei entre eles e vós essa terna intimidade que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes ocultar nada, pois que eles têm o olhar de Deus e não podeis enganá-los. Pensai no futuro; procurai adiantar-vos na vida presente. Assim fazendo, encurtareis vossas provas e mais felizes tornareis as vossas existências. Vamos, homens, coragem! De uma vez por todas, lançai para longe todos os preconceitos e ideias preconcebidas. Entrai na nova senda que diante dos passos se vos abre. Caminhai! Tendes guias, segui-los, que a meta não vos pode faltar, porquanto essa meta é o próprio Deus.
        "Aos que considerem impossível que Espíritos verdadeiramente elevados se consagrem a tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que nós vos influenciamos as almas, estando embora muitos milhões de léguas distantes de vós. O espaço, para nós, nada é, e não obstante viverem_noutro_mundo, os nossos Espíritos conservam suas ligações com os vossos. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas ficai certos de que Deus não nos impôs tarefa superior às nossas forças e de que não vos deixou sós na Terra, sem amigos e sem amparo. Cada anjo de guarda tem o seu protegido, pelo qual vela, como o pai pelo filho. Alegra-se, quando o vê no bom caminho; sofre, quando lhe despreza os conselhos.
        "Não receeis fatigar-nos com as vossas perguntas. Ao contrário, procurai estar sempre em relação conosco. Sereis assim mais fortes e mais felizes. São essas comunicações de cada um com o seu Espírito familiar que fazem sejam médiuns todos os homens, médiuns ignorados hoje, mas que se manifestarão mais tarde e se espalharão qual oceano sem margens, levando de roldão a incredulidade e a ignorância. Homens doutos, instruí os vossos semelhantes; homens de talento, educai os vossos irmãos. Não imaginais que obra fazeis desse modo: a do Cristo, a que Deus vos impõe. Para que vos outorgou Deus a inteligência e o saber, senão para o repartirdes com os vossos irmãos, senão para fazerdes que se adiantem pela senda que conduz à bem aventurança, à felicidade eterna?"

Fontes:
www.guia.heu.nom.br;
Obra: "O Livro dos Espíritos", página 256, questão 495, por São Luis e Santo Agostinho;
Romeu L. Wagner, Belém, Pará.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Individualismo na Evolução Humana



 
        Em contacto com os ideais da Revelação Nova, o homem, sentindo dilatar-se-lhe naturalmente a visão, começa a perceber, com mais amplitude, os problemas que o cercam.
  • Aguça-se-lhe a sensibilidade, 
  • intensifica-se-lhe a capacidade de amar. 
  • Converte-se-lhe o coração em profundo estuário espiritual, em que todas as dores humanas encontram eco.
        Por isso mesmo, acentuam-se-lhe os sofrimentos, de vez que as suas aspirações não surpreendem qualquer sintonia nos planos inferiores em que ainda respira.
        Desejaria o aprendiz acompanhar-se por todos aqueles que ama, na caminhada para a vida superior, entretanto, à medida que se adianta em conhecimentos e se sutiliza em sensações, reconhece quase sempre que os amados se fazem dele mais distantes.
  • Aqui, é a companheira que persevera em rumo diferente, 
  • além, é o coração paternal que, por afetividade mal dirigida, dificulta a ascensão para a luz... 
  • Ontem, era um filho a golpear-lhe as fibras mais intimas; 
  • hoje, é um amigo que deserta...
        Se o discípulo não se rende à perturbação e ao desânimo, gradativamente começa a compreender que está sozinho, em si mesmo, para aprender e ajudar, entendendo, outrossim, que na boa-vontade e no sacrifício adquire valores eternos para si próprio.
        Quanto mais cede a favor de todos, mais é compensado pela Lei Divina que o enriquece de força e alegria no grande silêncio.
        Na marcha diária, chega à conclusão de que o individualismo ajustado aos princípios inelutáveis do bem é a base do engrandecimento da coletividade. Reconhece que o espírito foi criado para viver em comunhão com os semelhantes, que é a unidade de um todo em processo_de_aperfeiçoamento e que não pode fugir, sem dano, à cooperação, mas, à maneira da árvore no reino vegetal, precisa crescer e auxiliar com eficiência para garantir a estabilidade do campo e fazer-se respeitável.
        Ninguém vive só, mas chega sempre um momento para a alma em que é imprescindível saber lutar em solidão para viver bem.
        Sem o indivíduo forte e sábio, a multidão agitar-se-á sempre entre a ignorância e a miséria.
        Esforço e melhoria da unidade, para o progresso e sublimação do todo, é uma lei.
  • A navegação a vapor, atualmente, é patrimônio geral, mas devemo-la ao trabalho de Fulton.
  • A imprensa de hoje é força direcional de primeira ordem, contudo, não podemos olvidar o devotamento de Gutenberg, que lhe amparou os passos iniciantes.
  • A luz elétrica, nos dias que passam, é questão resolvida, no entanto, a Édison coube a honra de sofrer para que semelhante bênção desintegrasse as noites do mundo.
  • A locomotiva, agora, é máquina vulgar, mas no princípio dela temos a dedicação de Stephenson.
  • Na Terra, surgira Newton, invariável, à frente de todos os conhecimentos alusivos à gravitação universal e o nome de Marconi jamais será apagado na base das comunicações sem fio.
    • Cada flor irradia perfume característico.
    • Cada estrela possui brilho próprio.
    • Cada um de nós é portador de determinada missão.
        O Espiritismo, confirmando o Evangelho, vem amparar os homens e convidar o homem a aprimorar-se e engrandecer-se, consoante a sabedoria da Lei que determina: “a cada um, segundo as suas obras”.

Fontes:
www.guia.heu.nom.br;
Livro: "Roteiro", página 139, de Emmanuel, pelo Médium Chico Xavier;
Romeu L. Wagner, Belém, Pará.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A Lente



Quando menino, eu tinha por apelido, "o fogo-de-palha".

Estava sempre com um plano novo na cabeça e, a respeito, falava entusiasticamente à minha família.

Começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava desinteressado.

E uma outra ideia magnífica jorrava de meu espírito, para ter o fim de sempre.

Embora o fato se repetisse constantemente, não havia, em minha casa, comentários a respeito.

Em certo dia de verão, meu pai, que lia o seu jornal na varanda, chamou-me. Estava com uma lente na mão e me disse:

Preste atenção e irá ver uma coisa muito interessante. É uma experiência...

Com o sol incidindo na lente, passeava o foco de luz pela folha do jornal, porém nada acontecia. Eu estava intrigado.

Então ele deteve o movimento e manteve o ponto de luz imóvel por algum tempo, focalizando os raios solares. Dentro de poucos segundos o papel se incendiou e surgiu ali um furo.

Escusado é dizer que aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu pai me explicou:

Meu filho, este princípio se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida é indispensável concentrar todos os nossos esforços na tarefa do momento. É como a concentração dos raios do sol filtrados pela lente. Enquanto ela percorreu às tontas a folha do jornal nada aconteceu. Mas, quando se deteve, você viu o furo provocado. Tudo questão de paciência, tempo e concentração. Às vezes, quando estamos prestes a desistir, aparece-nos a solução do problema, justamente como no caso do furo no papel.

Desse incidente me recordei inúmeras vezes em minha vida, o que me deu sempre muita coragem para perseverar até o fim.

Fontes:
www.guia.heu.nom.br;
Por colaboração de Ridan Oliveira (ritanbalchy@hotmail.com).
Romeu L. Wagner, Belém, Pará.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Sugestões de Paz

 


  • I - Aceita, na Terra, a existência que a Divina Sabedoria te confiou, mantendo-te na atitude do cultivador que se consagra sinceramente ao trato de solo que lhe cabe lavrar.
  • II - Quando e quanto se te faça possível, auxilia aos companheiros de experiência, sem absorver-lhes as responsabilidades.
  • III - Se alguns daqueles que te compartilham a paisagem se mostrarem desinteressados, quanto as obrigações que lhes competem ou se desorganizarem as tarefas que lhes dizem respeito, ajuda-os no reajuste desejável, sem tisnar-lhes o livre arbítrio, mas não te lamentes se não conseguires fazer isso, de vez que todos responderemos pelos nossos próprios encargos.
  • IV - Ama aos familiares e aos entes queridos sem vinculá-los a qualquer exigência e sejamos agradecidos aos que nos estendam compreensão e bondade.
  • V - Não aspires a retificar apressadamente os outros, quando os consideres errados, segundo os teus pontos de vista, porque também nós, quando em erro, nem sempre admitimos corrigendas imediatas.
  • VI - Quando ofensas te espancarem o coração, esquece todo mal, recordando quantas vezes teremos ferido impensadamente aos outros e não conserves mágoas que te envenenariam a vida.
  • VII - Não imponhas o teu ideal de felicidade àqueles que estimas, de vez que a felicidade das criaturas varia sempre conforme o degrau evolutivo em que se encontrem.
  • VIII - Diante de opiniões alheias, respeita no próximo o direito de emití-las conquanto nem sempre te sintas no dever de adotá-las, reconhecendo que os pensamentos de nossos vizinhos podem ser diferentes dos nossos.
  • IX - Em matéria de , procura acatar o modo pelo qual esse ou aquele irmão se coloca à busca de Deus, porque, se para cada cidade terrestre dispomos de trilhas numerosas, imagina quantas vias de acesso existirão para o acesso aos Lugares Divinos.
  • X - Administra com equilíbrio e abnegação os bens materiais e espirituais que a Eterna Bondade te situou nas mãos, entretanto, não olvides que a tua permanência na terra guarda por objetivo essencial, acima de tudo, ensinar-te a ser um Espírito Sublimado para a Verdadeira Vida, além_da_morte, e que, um dia, partirás do mundo, carregando contigo unicamente os valores que houveres entesourado dentro de ti.
  • XI - Quanto puderes, como puderes e onde puderes, guardando a consciência tranqüila, trabalha servindo sempre.
  • XII - Assim agindo, ainda que não percebas, desde agora, estarás, imperturbavelmente, nos domínios da paz.

    Fontes:
    www.guia.heu.nom.br;
    Livro: "Busca e Acharás", de Emmanuel,  pelo Médium Chico Xavier;
    Romeu L. Wagner, Belém, Pará. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Auto-Exame após a Morte


  Efetivamente, logo_após_a_morte_física, sofre a alma culpada minucioso processo de purgação, tanto mais produtivo quanto mais se lhe exteriorize a dor do arrependimento, e, apenas depois disso, consegue elevar-se a esferas de reconforto e reeducação.
        Se a moléstia experimentada na veste_somática foi longa e difícil, abençoadas depurações terão sido feitas, pelo ensejo de auto-exame, no qual as aflições_suportadas com paciência lhe alteraram sensações e refundiram ideias.
        Todavia, se essa operação natural não foi possível no círculo carnal, mais se lhe agravam os remorsos, depois do túmulo, por recalcados na consciência, a aflorarem, todos eles, através de reflexão, renovando as imagens com que foram fixados na própria alma.
  • Criminosos que mal ressarciram os débitos contraídos, instados pelo próprio arrependimento, plasmam, em torno de si mesmos, as cenas degradantes em que arruinaram a vida íntima, alimentando-as à custa dos próprios pensamentos desgovernados.
  • Caluniadores que aniquilaram a felicidade alheia vivem pesadelos espantosos, regravando nas telas da memória os padecimentos das vítimas, como no dia em que as fizeram descer para o abismo da angústia, algemados ao pelourinho de obsidentes recordações.
  • Tiranetes diversos volvem a sentir nos tecidos da própria alma os golpes que desferiram nos outros, e os viciados de toda sorte, quais os dipsômanos e morfinômanos, experimentam agoniada insatisfação, qual ocorre também aos desequilibrados_do_sexo, que acumulam na organização psicossomática as cargas magnéticas do instinto em desvario, pelas quais se localizam cm plena alienação.
  • As vítimas do remorso padecem, assim, por tempo correspondente às necessidades de reajuste, larga internação em zonas compatíveis com o estado espiritual que demonstram.

    Fontes:
    www.guia.heu.nom.br;
    Livro: "Evolução em Dois Mundos", de André Luiz, pelo Médium Chico Xavier;
    Romeu L. Wagner, Belém, Pará.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Temor da Morte


Para muitas pessoas, o temor da morte é uma causa de perplexidade, falece-lhes fundamento para semelhante temor.  Mas, que queres!  Se procuram persuadi-las, quando crianças, de que há um inferno e um paraíso e que mais certo é irem para o inferno, visto que também lhes disseram que o que está na Natureza constitui pecado mortal para a alma!  Sucede então que, tornadas adultas, essas pessoas, se algum juízo têm, não podem admitir tal coisa e se fazem atéias, ou materialistas.  São assim levadas a crer que, além_da_vida_presente, nada mais há.  Quanto aos que persistiram nas suas crenças da infância, esses temem aquele fogo eterno que os queimará sem os consumir.
        Ao justo, nenhum temor inspira a morte, porque, com a fé, tem ele a certeza do futuro.  A esperança fá-lo contar com uma vida melhor; e a caridade, a cuja lei obedece, lhe dá a segurança de que, no mundo para onde terá de ir, nenhum ser encontrará cujo olhar lhe seja de temer.  
  • O homem carnal, mais preso à vida corpórea do que à vida_espiritual tem, na Terra, penas e gozos_materiais.  Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, se conserva numa ansiedade e numa tortura perpétuas. A morte o assusta, porque ele duvida do futuro e porque tem de deixar no mundo todas as suas afeições e esperanças.
  • O homem moral, que se colocou acima das necessidades factícias criadas pelas paixões, já neste mundo experimenta gozos que o homem material desconhece.  A moderação de seus desejos lhe dá ao Espírito calma e serenidade.  Ditoso pelo bem que faz, não há para ele decepções e as contrariedades lhe deslizam por sobre a alma, sem nenhuma impressão dolorosa deixarem.

     Quem teme a morte é o homem, não o Espírito. Aquele que a pressente pensa mais como Espírito do que como homem. Compreende ser ela a sua libertação e espera-a.

    Fontes:
    www.guia.heu.nom.br;
    Obra: "O Livro dos Espíritos", questões 858 e 941, de Allan Kardec;
    Romeu L. Wagner, Belém, Pará.
     

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Fascinação


A fascinação é o processo de obsessão mais grave. É allan Kardec ainda quem assim se refere, falando dessa situação obsessiva:  "A tarefa de desobsessão se torna mais fácil quando o obsedado, compreendendo a sua situação, oferece o concurso da sua vontade e das suas preces. Dá-se o contrário quando, seduzido pelo obsessor.
          Na fascinação, existe um mecanismo de profunda ilusão instalada na mente enferma do paciente. Ele afeta as faculdades intelectuais, distorcendo o raciocínio, a capacidade de julgamento e a razão. O Espírito obsessor engana o doente explorando suas fraquezas morais, iludindo-o com falsas promessas.
          Um fascinado não admite que está obsediado. O defeito moral que provoca a fascinação é o orgulho. Infelizmente todos nós seres humanos ainda temos essa erva daninha na intimidade da alma. Bons valores mediúnicos já se perderam por causa da supervalorização que algumas pessoas deram ao seu amor próprio.
          Os Espíritos fascinadores são hipócritas. Não possuem qualquer receio de se enfeitar com nomes honrados e, mesmo assim, levarem suas vítimas a tomarem atitudes ridículas perante a coletividade.
          A fascinação é mais comum do que se pensa. Atualmente, atinge o Movimento Espírita como uma doença moral muito séria. É ela a responsável pela edição de livros anti-doutrinários e comprometedores existentes no mercado da literatura espírita em bom número. Essas obras são escritas por médiuns e escritores vaidosos, que sob o império da fascinação, não se dão conta do ridículo a que se submetem.
          Também é a fascinação a responsável por inúmeras condutas esdrúxulas observadas em centros espíritas, tais como a entoação de cânticos, utilização de roupas e paramentos nas sessões, uso de cromoterapia, transformação da tribuna em anedotário etc.
         Os intelectuais, embora instruídos, não estão livres da fascinação. Alguns desses indivíduos, por confiarem excessivamente no seu pretenso saber, tornaram-se instrumentos de Espíritos fascinadores e passaram a divulgar no Movimento Espírita conceitos anti-doutrinários nocivos à fé espírita.
          Allan Kardec alerta para outro grave perigo: o da fascinação de grupos espíritas. Iniciantes afoitos e inexperientes podem cair vítimas de Espíritos embusteiros que se comprazem em exercer domínio sob todos aqueles que lhes dão ouvidos, manifestando-se algumas vezes como guias e outras como Espíritos de outra natureza.
          A fascinação também pode cair sobre grupos experientes que se julguem maduros o suficiente para ficarem livres de sua danosa influência. O orgulho e o sentimento de superioridade é a porta larga para a entrada dos Espíritos fascinadores. Portanto, deve-se tomar todo o cuidado quando na direção de centros espíritas e das sessões de atividades mediúnicas. Os dirigentes são alvos preferidos dos Espíritos hipócritas que, dominando-os, podem mais facilmente dominar o grupo.

Fontes:
www.guia.heu.nom.br;
www.espírito.org.br, por José Queid Tufaile Huaixan;
Romeu L. Wagner, Belém, Pará.