Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Amor, Trabalho, Evolução


É preciso lutar contra a correnteza para se chegar à margem
Habitue-se a, serenamente, esperar, aprender, trabalhar e descansar com dignidade. Não é, de maneira nenhuma, o bem-estar, a vida tranqüila, a ociosidade, mas as provações e as dificuldades que disciplinam o homem, trazendo à sua consciência a luz, a tranqüilidade, o equilíbrio. A vida é sempre força da adversidade que representa a permanente construção do caráter. Na Terra, há plantas que precisam que suas folhas sejam maceradas para exalarem o seu mais reconfortante perfume — assim também há homens que necessitam passar por provações para alcançarem o mais profundo do seu próprio ser, fazendo o autoconhecimento. As provações descobrem e lapidam as virtudes humanas, trazendo ao trato diário as experiências do longo aprendizado reencarnatório.
Alguns homens apresentam comportamentos dúbios, inseguros, por sua indolência. Porém, quando se vêem diante de problemas, de situações difíceis, sensibilizam-se pela dor, pela angústia, assumindo responsabilidades, provando a si mesmos e aos outros a força que possuem e que ninguém dela suspeitava; e onde havia debilidade, angústia, medo e desconfiança de si mesmo, encontra-se predisposição ao trabalho, valor positivo e muita abnegação. A dor, na escolaridade da Terra, é, sem dúvida alguma, a instituição da disciplina, do autoconhecimento, do aprendizado, da construção do caráter, da iluminação. O homem espiritualizado entende que se não fossem algumas provações, a forja da dor, a melhor parte do seu ser estaria em sono profundo. A forte correnteza é sempre treinamento, oportunidade de crescimento, portanto ascensão à espiritualidade, à felicidade, àquele que luta para alcançar a margem. Deus é a plenitude do amor. O homem espiritualizado vive a força da luz, da esperança, é feliz. (Mensagem extraida do livro: "Na Luta do Cotidiano, A Força do Amor", pelo Espírito Leocádio José Correia, psicografado pelo Médium Maury Rodrigues da Cruz).

Quando Perceber a Irritação


Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre, o resultado de sua própria evolução. Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal. Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.
Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser. Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. Revele- se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato. Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida. O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações. Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do “EU”, portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante. O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o SER em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado. Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. A prece e a vigiliatura respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio. O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa. Aquele que crê na justiça do Creador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso; sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo; reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências. (Mensagem extraída do Livro: "Na Luta do Cotidiano, A Força do Amor" pelo Espírito Leocádio José Correia. Psicografado pelo Médium Maury Rodrigues da Cruz).

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Algumas Definições


Benfeitor - é o que ajuda e passa. Amigo - é o que ampara em silêncio. Companheiro - é o que colabora sem constranger. Renovador - é o que se renova para o bem. Forte - é o que sabe esperar no trabalho pacífico. Esclarecido - é o que se conhece. Corajoso - é o que nada teme de si mesmo. Defensor - é o que coopera sem pertubar. Eficiente - é o que age em benefício de todos. Vencedor - é o que vence a si mesmo. * * *
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999).

Ajude Sempre


Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume. *Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se. *No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis. *Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio. *Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa. *Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade. *Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo. *Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante. *Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra. *É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado. * * *
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999).

Aflição Vazia


Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos. Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço. No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva. Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranqüila. Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária... Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado. Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia. Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser. * * *
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Encontro marcado. Ditado pelo Espírito Emmanuel).

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Escolhendo Caminhos


“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela.” – Jesus (Mateus, 7: 13)

Quando ainda no Plano Espiritual te preparavas para uma nova encarnação, tiveste dúvidas sobre os resultados das tuas escolhas, perante os caminhos a seguir.
Renascido, porém, e vivendo hoje neste mundo material, dois caminhos se apresentam à tua frente: o do bem e o do mal.
O caminho do bem surge aos teus olhos como de muitas lutas, de sacrifícios imensos e até mesmo de dores acerbas.
O caminho do mal, embora ilusório se te apresenta mais belo: diversões a valer, posições de destaque, dinheiro fácil, glórias efêmeras...
Qual destes caminhos escolherás? Dependendo da tua escolha o teu destino estará traçado: felicidade futura ou sofrimentos atrozes.
Se buscares o caminho das facilidades terrenas, dos prazeres fictícios, já terás encontrado aqui mesmo na Terra, as recompensas que esperas.
Contudo, se escolheres o caminho das dificuldades, das lutas inglórias, mas se persistires no esforço pela tua renovação interior, estarás preparando para o teu futuro alegrias imensas, como resultados da tua proposta de a tudo superares com resignação cristã.
São as duas portas a que Jesus se referiu um dia: a “porta estreita” das dificuldades, mas que leva a um crescimento interior, e a “porta larga” das facilidades, que leva à perdição e, conseqüentemente, à dor.
Analisa, filho meu, o que desejas para o teu futuro, fazendo escolhas certas na tua vida presente. Embora hoje possas ter uma vida difícil, lembra-te de que, neste mundo, nada é eterno, tudo passa. Assim, os teus problemas e as tuas dores atuais haverão de passar, como também passará um dia, esta encarnação, a fim de retornares à Pátria Espiritual.
Procura, pois, para o teu próprio bem, construir um futuro de luz e de paz, buscando hoje o que desejas para o teu amanhã, a fim de que possas colher os louros a que fizeres jus, pelo teu esforço em te libertares das tuas imperfeições.
(Irmã Maria do Rosário – Médium: Lucia Cominatto). (www.espiritismogi.com.br).

Alegria de Viver


“Mas a vossa tristeza se converterá em alegria.” – Jesus (João, 16:20)

Diante da vida que transcorre, procura encontrar alegria de viver, apesar de todos os percalços que venhas a enfrentar.
Nasceste no meio familiar adequado aos teus reajustes interiores, tens um corpo físico propício às exigências da tua alma, a posição social e financeira condizentes ao que tu mesmo escolheste para o teu aprimoramento interior. Não te revoltes, pois, se a vida com que sonhas não te satisfaz plenamente.
Contudo, embora as dificuldades e atritos a enfrentar, ama a vida ainda assim.
Aprende a estender o teu olhar mais além, abarcando a vida daqueles outros irmãos, que passam por duras e dolorosas provações. Sentirás os teus problemas pequeninos e amenizados, para não mais te entregares a nenhuma queixa.
Olha ao teu redor, vê aqueles que estão mais perto de ti e verifica as necessidades de cada um, as carências que podes suprir com a tua compreensão, com o teu carinho e o teu amor.
Observa a própria Natureza em seu esplendor e saberás encontrar alegria em cada raio de sol, em cada brisa que sentes afagar tua pele, em cada flor que oferece o seu delicado perfume. Apura os teus ouvidos e perceberás os sons que ela transmite pelo cantar dos passarinhos, pelo rumorejar das correntezas, pelo barulho das cachoeiras, pelo cricrilar dos grilos, pela sinfonia das cigarras... Tudo é beleza e alegria, a te encantar os sentidos!
Observa o movimento ensurdecedor das metrópoles: as buzinas, o apito das locomotivas, a sirene das fábricas, as vozes humanas, o riso alegre de crianças a brincar, a algazarra de estudantes ao finalizar das aulas, os sons estridentes a surgir por toda parte... e poderás compreender que tudo representa manifestação de progresso, pois tudo é vida.
Onde estiveres situado, na cidade ou no campo, no trabalho ou no aconchego do lar, eleva o teu pensamento a Deus e ora, por tudo agradecendo, pelo que tens e pelo que és. Conseguirás assim, filho querido, encontrar na própria vida que desfrutas, alegria de viver!
(Irmã Maria do Rosário – Médium: Lucia Cominatto). (www.espiritismogi.com.br).

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Rogativas de um Dirigente Espírita



Pai! A experiência no campo da mediunidade me conclama ao trabalho na direção de grupos mediúnicos. Dá-me a consciência lógica e o bom senso, a fim de orientar o mais correto possível. Permita-me compreender quantos me procurarem. Não me sentirei superior ou dono das tarefas a desenvolver. Na reunião mediúnica, não quero ser ditador, mas amigo fraterno. Que a disciplina nunca se transforme em intolerância. Lutarei contra o personalismo. Preocupar-me-ei, sempre, com a preparação de novos tarefeiros, compartilhando a alegria de ajudar na manutenção das atividades espíritas. Na coordenação, evitarei os elogios e cultivarei os estímulos, para desenvolver a coragem e o dever de melhor servir, entre os cooperadores. Desejo trabalhar para fazer dos participantes pessoas de consciência nova. Falando em nome do Espiritismo, deixarei as opiniões pessoais de lado, traçando diretrizes fundamentadas em Kardec. Estudarei a Doutrina Espírita constantemente, sobretudo a mediunidade, para ajudar os medianeiros a cumprirem, equilibradamente, o compromisso mediúnico. Na orientação aos espíritos necessitados, dividirei com os dialogadores o desejo de amparar, sendo firme quando preciso, esforçando-me na fraternidade. Nas vibrações, colocarei o coração em prece. No decorrer da reunião, estarei sempre atento, zelando pelo equilíbrio do ambiente. Evitarei, na direção, as faculdades espirituais que me tirem a lucidez. Nos comentários finais, observarei o essencial para o aprendizado geral. Nesta tarefa, venho rogar-te mais uma vez: Ajuda-me a dirigir minha própria vida, aplicando os ensinos de Jesus. Concede-me sempre o trabalho e, também o entendimento de que, se sou chamado a coordenar os tarefeiros do bem, tenho o dever de testemunhar mais. Rogo-te, por fim, a sabedoria para a compreensão de que, no Universo, o grande dirigente de todos nós é o Senhor!
Nora (Médium Emanuel Cristiano). (www.cealk.org.br).

Mensagem de Bezerra



FILHOS: no momento em que o mundo parece mergulhar em espessa nuvem de sombras, recorramos ao escudo da fé raciocinada a fim de nos protegermos das forças que alimentam a ignorância e o desequilíbrio. A sociedade estertora sob a ação de injunções dolorosas, exigindo maior cota de trabalho e vigilância redobrada de todos os servidores do Evangelho. O terror espalha tragédias; Os vícios aprisionam milhões; A violência sacode os agrupamentos sociais. Diante desse cenário, o trabalhador do Cristo é chamado a servir de maneira a atenuar as dores e iluminar as consciências. Recorramos, tanto quanto possível, as fontes de conhecimentos que tem edificado nossa fé a fim de agirmos com segurança e equilíbrio. Em nossos grupamentos de estudo, valorizemos as obras básicas do Espiritismo, divulgando-as de maneira fraterna e responsável, a fim de fortalecermos as fileiras de trabalhadores aptos a colaborar no esclarecimento da sociedade. Enfrentemos os modismos e as ilusões com o espírito ancorado nas certezas espirituais que nos favorecem o equilíbrio interior ante o mar revolto das fascinações e ameaças. Sobretudo, fortaleçamo-nos interiormente, procedendo à necessária analise de nosso mundo intimo a fim de eliminarmos as fraquezas que ainda nos caracterizam, com o trabalho ativo e constante no bem comum, sem laivos de heroísmo, mas com sincero desejo de sermos sempre mais úteis onde quer que a vida nos situe. Recebam todos os companheiros da tarefa espírita, os nossos votos de sucesso na luta construtiva em favor do progresso geral e a certeza de que, sob o amparo de Nosso Senhor Jesus Cristo, lograremos edificar a Era Nova que virá, afastando as sombras e resgatando a luz a partir de cada um de nós, no trabalho silencioso e anônimo de cada dia, onde nosso amor possa brilhar mais que nosso egoísmo e nossa vinculação com o Evangelho possa nos conduzir ao porto seguro da consciência pacificada.
Mensagem recebida em 04/01/2009
Bezerra (Médium Clayton Levy). (http://www.cealk.org.br/).

Domingo, 12 de Julho de 2009

Buscando a Felicidade


A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo.
O primeiro passo, porém, para a aquisição de semelhante riqueza é o nosso entendimento das leis que nos regem, para que o egoísmo e a ambição não nos assaltem a vida.
O negociante que armazena toneladas de arroz, com o propósito de lucro fácil, não poderá ingeri-lo, senão na quantidade de alguns gramas por refeição.
O dono da fábrica de tecidos, interessado em reter o agasalho devido a milhões, não vestirá senão um costume exclusivo para resguardar-se contra a intempérie.
E o proprietário de extensas vilas, que delibera locupletar-se com o suor dos próprios irmãos, não poderá habitar senão uma casa só e ocupar, dentro dela, um só aposento para o seu próprio repouso.
Tudo na existência está subordinado a princípios que não podemos desrespeitar sem dano para nós mesmos, e, por esse motivo, a felicidade pura e simples é aquela que sabe retirar da vida os seus dons preciosos sem qualquer insulto ao direito ou à necessidade dos semelhantes.
Assim, pois, tudo aquilo que amontoamos, no mundo, em torno de nós, a pretexto de desfrutar privilégios e favores com prejuízo dos outros, redunda sempre em perigosa ilusão a envenenar-nos o espírito.
Felicidade é como qualquer recurso que só adquire valor quando em circulação em benefício de todos.
Em razão disso, saibamos dar do que somos e a distribuir daquilo que retemos, em favor dos que nos partilham a marcha, porque somente a felicidade que se divide é aquela que realmente se multiplica para ser nossa alegria e nossa luz, aqui e além, hoje e sempre.
(Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: "Inspiração". Ditada pelo Espírito Emmanuel).

Antipatia


Não olvides que o passado revive no presente.
Quando a aversão te visite o mundo íntimo, à maneira de nuvem, subtraindo-te a paz, lembra-te de que a Divina Misericórdia situou à frente de tua alma a bendita oportunidade da reconciliação, ainda hoje, com os desafetos de ontem.
Qual acontece com o tesouro do carinho amealhado pelo amor, no escrínio do coração, de existência a existência, o espinheiro da antipatia é veneno acumulado pelo ódio no vaso de nossa mente, de século a século, conturbando-nos o caminho.
Recorda que, se o amor nos eleva aos cimos estelares, o ódio nos impele aos vales da sombra e atende à própria libertação, procurando renovar a fonte de teus desejos, em benefício da própria felicidade.
A aversão, quase sempre, destaca-se de improviso, no ambiente mais íntimo de nossa experiência em comum, por desafio à nossa capacidade de auxiliar e compreender.
Assinalando-a no lar ou na vizinhança, em teu círculo de trabalho ou no santuário de tua fé, roga ao Senhor, através da oração, para que as tuas energias se refaçam, de modo que a treva te encontre o sentimento por bênção de luz, exemplificando a fraternidade e o entendimento, o sacrifício e o perdão.
Aconselha-te com a piedade do Cristo, tanta vez revelada, em nosso favor, e compadece-te daqueles que te ensombram a alegria... Ei-los que surgem, a cada hora, na pessoa do familiar que se nos agregou à rede consangüínea, no companheiro de jornada justaposto ao nosso clima, no parente indireto que as circunstâncias nos ofertaram ao templo doméstico, no chefe humano chamado a orientar-nos o serviço, no subordinado trazido à cooperação na obra que o Senhor nos pede realizar...
Alça a própria fé nas asas da boa vontade e ajuda-os quanto possas, de vez que antipatia superada é anexação de mais amor ao campo de nossa vida e mais amor em nossa vida significa mais ampla ascensão de nosso próprio espírito, no rumo da Luz Eterna.
(Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: "Inspiração". Ditada pelo Espírito Emmanuel).

Ainda o Dinheiro


Nunca é demais esclarecer esse ou aquele ponto obscuro, em torno do dinheiro.
Moeda é sempre parcela do esforço ou do suor de alguém. Cansaço que se metalizou para auxiliar ou inquietação que se fez crédito, em louvor do bem coletivo.
Cada pequeno ou grande desgaste da criatura em ação ter-se-á transformado em recurso capaz de colaborar na garantia do corpo social.
Não existe dinheiro desprezível.
Venha de onde vier, pode ser notícia de alguém que tombou na doença ou na morte, a fim de conquistá-lo; sacrifício de irmãos fatigados que o obtiveram à custa da fadiga e de lágrimas; fruto de renúncia e pranto de irmãos em desespero ou idéia materializada de amigos que esfoguearam a própria cabeça, buscando atraí-lo para ganhar o pão.
Dinheiro é trabalho concretizado a dissolver-se em aquisições e realizações, apoio humano, prestação de serviço, auxílio e dádiva.
Moeda pode converter-se em prato que alimenta, remédio que alivia, livro que instrui, teto que protege e força que recompõe.
Dinheiro é sangue do organismo social que não se deve afastar da circulação, sob pena de gerar a anemia do progresso e a penúria comunitária.Por isso mesmo, cabe-nos manejá-lo, quando na Terra, com reverência e altruísmo, sem abusar dele para qualquer atividade deprimente que resgataremos, em qualquer tempo, na lei de causa e efeito, porque o dinheiro em si é suor da criatura humana e bênção de Deus.
(Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: "Inspiração". Ditada pelo Espírito Emmanuel).

Sábado, 11 de Julho de 2009

Ação e Adoração


Cada criatura nasce na Terra, no sítio em que deva produzir mais e melhor para o bem, com os recursos necessários ao aprimoramento que lhe diz respeito e sob as circunstâncias mais favoráveis à obra que lhe cabe realizar.
Não olvides os instrumentos de progresso e perfeição que o Senhor te confiou ao caminho.
Para muitos, é o lar com os deveres que lhe enriquecem as horas, pelos quais o devotamento é o clima em que se lhe amadurecerão os frutos do resgate.
Para outros, é o campo em que as lides da terra lhe pedem devoção e suor.
Para outros, ainda, é a casa de trabalho onde as pequenas desarmonias de cada instante lhe reclamam paciência e serenidade, boa vontade e amor, na própria edificação, à frente dos companheiros difíceis.
Todos no mundo, enquanto envergamos a veste física, possuímos conosco os elementos da regeneração e da cura de que necessitamos para o triunfo na escola da vida.
Renunciar aos obstáculos que nos marcam a senda e encerrarmo-nos no altar contemplativo da falsa adoração ao Pai Celeste é fugir aos nossos compromissos, adiando indefinidamente as realizações que o passado exige de nós no presente, para que o porvir se nos descerre pleno de luz.
Certamente, o Senhor prescinde em qualquer situação do incenso bajulatório das nossas reiteradas manifestações de louvor, mas, sem dúvida, aguarda de nosso esforço o socorro a alguém que ontem relegamos ao abandono e a consagração honesta a esse ou aquele trabalho que sofreu de nossa parte, no pretérito, atitude escarnecedora, porque semelhantes edificações constituem recuperação de nós próprios, diante da Eterna Lei.
Não menoscabemos o valor da prece em tempo algum, de vez que encontramos nela a escada sublime da ascensão aos Céus.Entretanto, não nos esqueçamos de que a obrigação corretamente cumprida, ainda que nos custe o máximo sacrifício, é a oração mais nobre que nos granjeia a dignidade entre os homens e o respeito a nós mesmos por traçar-nos seguro caminho à fiel comunhão com Deus.
(Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: "Inspiração". Ditada pelo Espírito Emmanuel).

A Serviço do Senhor


Se aspiras ao título de obreiro do Senhor, não olvides que o mundo é um campo imenso de trabalho para a lavoura do bem.
Não esperes facilidades na plantação.
Suportarás, naturalmente, obstáculos e perigos de toda sorte na preparação da colheita futura.
Repara ao redor de ti.
Melindres e suscetibilidades são pragas e vermes roedores, destruindo-te a sementeira.
Cólera e irritação constituem granizo e vento, arrasando-te as leiras frágeis.
Compromissos com a sombra simbolizam vigorosos cipoais, asfixiando-te os esforços.
Indolência e desânimo são ervas parasitárias, aniquilando-te a produção.
Leviandade e maledicência representam enxurro e detritos, sufocando-te as melhores promessas.
Perversidade e crítica expressam aridez e secura, capazes de arruinar-te a esperança.
Lembra: cada dia é tempo abençoado de trabalhar e não confies a enxada de tua oportunidade à ferrugem da negação.
Recorda que o tempo voa, que tudo se transforma e que a própria Terra, onde se alonga a tua esfera de ação, turbilhona em pleno Céu à procura da perfeita comunhão com a Grande Luz.
Não relaciones desapontamentos e mágoas, não te percas nas pedras do caminho e nem te fixes no espinheiro que te serve por medida à fé e à serenidade.
Se te candidatas a servir com Jesus, toma-o por padrão vivo e incessante, buscando-lhe a Vontade para que os teus caprichos sejam esquecidos.
E, pautando nossas atividades sobre as normas que lhe caracterizavam o exemplo, contemplaremos, ditosos, a colheita farta, a surgir da lama terrestre, colheita essa que nos enriquecerá de bênçãos o celeiro do coração para a Vida Eterna.
(Xavier, Francisco Cândido. Da Obra: "Inspiração". Ditada pelo Espírito Emmanuel).

Vida Estreita


" Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, esse se salvará". - Jesus ( Marcos: 8 - 35 )

Para que possamos entender a grandeza do oculta do ensinamento do Cristo é imprescindível considerações especiais no círculo de nossa própria individualidade.
Já pensaste relativamente à propriedade legítima da vida? Pertencer-te-ão, de fato, os patrimônios materiais, as paisagens exteriores, o teu próprio corpo?
Sabes que não.
O homem esclarecido está certo da transitoriedade do quadro em que se movimenta nos caminhos do mundo, reconhecendo a si mesmo como usufrutuário na Casa de Deus.
Nem mesmo o invólucro carnal lhe pertence em sentido absoluto.
Jesus, portanto, não aludia à Vida Universal, criação do Pai Eterno, mas à vida estreita de expressões caprichosas que o homem egoísta inventou a si próprio, na Terra.
Tanto assim, que o Mestre se refere à Sua Vida e não à nossa vida.
Enquanto a criatura deseje salvar caprichos criminosos, perderá a oportunidade de elevar-se aos domínios da Sublimação Espiritual.
Quase sempre edificamos criações menos dignas no processo evolutivo e erigimos barreiras entre nós e a Inspiração Superior.
A Mensagem Divina flui incessantemente para os nossos corações, mas numerosos companheiros estão procurando defender certas construções indesejáveis nos caminhos da viciação, do dinheiro, da sexualidade.
Todavia, enquanto perdure semelhante atitude mental, é impossível que o Homem se identifique com a Plenitude da Vida Eterna.
Estará comprando objetos materiais e vendendo-os nos mercados inferiores, amarrando o coração para desamarrá-lo depois, em grandes padecimentos na esfera das afeições desviadas.Aguilhoado às ilusões venenosas onde se compraz em viver temporariamente, é um seixo arestoso nas estradas terrestres, mas quando delibera afeiçoar-se à Consciência Universalista de Jesus, o Homem é a Estrela que conquistou as Vastidões do Céu.
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Harmonização. Ditada Pelo Espírito Emmanuel).

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Sede Firmes


" E quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assustais".
- Jesus ( Lucas: 21 - 9 )

O aprendiz sincero de Cristo para merecer-lhe a assistência generosa precisa conservar intangível o caráter resoluto.
É indispensável que o coração do discípulo se entregue às mãos do Mestre com a firmeza necessária.
Instituindo-se os princípios redentores do Evangelho, Jesus não desconhecia que iniciava período imenso de lutas e trabalhos sacrificiais.
Ele que observava o orgulho romano, o dogmatismo farisaico, a vaidade e o preconceito de todos os tempos, manteria a ingenuidade de crer no Evangelho Vitorioso sem suor e sem lágrimas?
Quando pronunciou a primeira palavra de amor, contava com os inimigos gratuitos e esperava os embates inevitáveis.
Por isso mesmo, Seu Apostolado está cheio de Luz, Compaixão, Verdade e Bondade, mas igualmente cheio de resistência.
As nações aflitas da Terra referem-se hoje à guerra de nervos com o sabor da última novidade. No entanto, este gênero de combate preocupou o Salvador, há dois mil anos.
Jesus sabia que o medo é mais destrutivo que a espada, que o homem atemorizado é homem vencido.
Ninguém ignora que o conflito desvatador dos dias que correm é o duelo formigando da sombra contra a Luz.
A vitória do Bem reclama espíritos fortalecidos de coragem e fé, acima de tudo.
É indispensável combater a tensão nervosa, como quem sabe que o medo é o adversário terrível oculto na cidadela de cada um.
O mundo cheio de sombras do mal não oferece lugar a espectadores.
Cada homem deve escarregar-se do trabalho que lhe compete.
A guerra de nervos traz ameaças, gritos, terrores, bombas, incêndios, metralhadoras, mas o defensor do Bem traz o caráter firme, solidificada na confiança em Deus e em si mesmo.
O discípulo do Senhor não ignora que os cristãos morreram nos circos, de mãos vazias, mas na qualidade de combatentes pelo Bem e pela Verdade.Nestas horas de apreensões justas, recordai as palavras serenas do Mestre: "E quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assustei'.
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Harmonização. Ditada Pelo Espírito Emmanuel).

Quem Siga


"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: - Eu sou a luz do mundo; quem me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida". - João: 8 – 12

Há crente que não se podem esquivar aos mecanismos do culto exterior.
Sentem falta da genuflexão, reclamam prédicas incessantes.
Outros preferem comentar levianamente as atividades da fé religiosa, em todos os momentos e situações, barateando as cousas Divinas.
Quase sempre declaram que isso lhes constitui a luz sagrada, entretanto, logo sobrevenham golpes inesperados na estrada comum, precipitam-se em sofrimentos sombrios, em resvaladouros escuros, em abismos sem esperança.
Sentem-se abandonados e oprimidos.
Chegados a esse ponto, demonstram a verdadeira expressão da insuficiência interna.
Muitos se tornam relaxados nas obrigações espirituais; afirmam-se desprotegidos de Jesus, esquecidos do Pai.
É que não ouviram a Revelação Divina, como necessário.
O Mestre não promete iluminação de caminhos aos que falem muito somente.
Assina, porém, verdadeiro compromisso de assistência contínua aos aprendizes que O sigam.
E é interessante salientar que Jesus não se refere a lâmpadas materiais que firam os olhos orgânicos.
Promete a Luz da Vida.
Quem de fato, se disponha a segui-Lo, não encontrará tempo a gastar com exames detalhados de nuvens negras, porque sentirá Claridades Eternas dentro de si próprios.
Quando faças o costumeiro balanço da fé religiosa, não te esqueças da útil observação, se estás falando apenas de Cristo ou se estás a seguir-Lhe os caminhos.
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Harmonização. Ditada Pelo Espírito Emmanuel).

Profetas e Apóstolos


" Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei e eles matarão uns e perseguirão outros". - Jesus (Lucas: 11-49).
Profetas e apóstolos não vivem tão somente nos círculos dos preceitos religiosos.
Tempo virá em que o conceito da Revelação Divina abrangerá todos os departamentos das atividades úteis e generosas.
O serviço nobre, em todos os tempos, requisita missionários da visão e apóstolos da ação.
São eles que enriquecem os patrimônios da vida, recebem a onda de inspiração das Esferas Superiores e ambientam as idéias do Bem, plasmando-as, em seguida, através de serviços inestimáveis à coletividade.
Entretanto, a multidão e a vulgaridade jamais entenderam semelhantes trabalhadores, no tempo adequado.
Sejam cooperadores da religião, da ciência ou da economia, experimentam perseguições e ataques dolorosos que lhes fenecem a justa noção da soledade em que passam no mundo.
Não lhes perdoa a superioridade, nem se lhes entende a visão ou o serviço nobre.
Trava-se a luta.
Às vezes, os trabalhadores são candidatos à posição de profetas ou apóstolos, porque o Homem, em todas as circunstâncias deverá a si próprio a elevação ou a decadência e, quando isso se verifica, a vulgaridade costuma vencer.
Falha, em parte, a experiência de maior ascensão.
Todavia, quando o profeta ou o apóstolo já se identificou à exata União com Deus, torna-se elemento de trabalho da Providência Divina.
Constitui-se em Seu Enviado na Terra e, atropelado, esmagado, perseguido, o trabalhador fornece testemunho em si mesmo, e atinge seus fins, cedo ou tarde, atendendo com valor os Desígnos de Deus.
(Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Harmonização. Ditada Pelo Espírito Emmanuel).