Allan Kardec

Allan Kardec

sábado, 15 de setembro de 2012

O Sofrimento Atual é Expiação de Existências Pretéritas




    Aquele, pois, que sofre nesta vida pode dizer-se que é porque não se purificou suficientemente em sua existência anterior, devendo, se o não fizer nesta, sofrer ainda na seguinte. Isto é ao mesmo tempo equitativo e lógico. Sendo o sofrimento inerente à imperfeição, tanto mais se sofre mais imperfeito se for, da mesma forma por que tanto mais persistirá uma enfermidade quanto maior a demora em tratá-la.
    Assim é que, enquanto o homem for orgulhoso sofrerá as consequências do orgulho; enquanto egoista, as do egoísmo.
    Devido às suas imperfeições, o Espírito culpado sofre primeiro na vida espiritual, sendo-lhe depois facultada a vida corporal como meio de reparação.
É por isso que ele se acha nessa nova existência, quer com as pessoas a quem ofendeu, quer em meios análogos àqueles em que praticou o mal, quer ainda em situações opostas à sua vida precedente, como, por exemplo, na miséria, se foi mau rico, ou humilhado, se orgulhoso.  
     A expiação no mundo dos Espíritos e na Terra não constitui duplo castigo para eles, porém um complemento, um desdobramento do trabalho efetivo a facilitar o progresso. Do Espírito depende aproveitá-lo. E não lhe será preferível voltar a Terra, com probabilidades de alcançar o céu, a ser condenado sem remissão, deixando-a definitivamente? A concessão dessa liberdade é uma prova de sabedoria, da bondade e da justiça de Deus, que quer que o homem tudo deva aos seus esforços e seja o obreiro do seu futuro; que, infeliz por mais ou menos tempo, não se queixe senão de si mesmo, pois que a rota do progresso lhe está sempre franca.
    Considerando-se quão grande é o sofrimento de certos Espíritos culpados no mundo invisível, quanto é terrível a situação de outros, tanto mais penosa pela impotência de preverem o termo desses sofrimentos, poder-se-ia dizer que se acham no inferno, se tal vocábulo não implicasse a ideia de um castigo eterno e material. Mercê, porém, da revelação dos Espíritos e dos exemplos que nos oferecem, sabemos que o prazo das expiação está subordinado ao melhoramento do culpado. 
Fontes:
Livro “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec;]
Romeu Leonilo Wagner, Belém, Pará.



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